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Refletindo Inclusão


#NaMídia - Meu artigo sobre inclusão publicado no Caderno de Educação do jornal Folha Dirigida - De 31/10 a 8/11 - Página 4. Está nas bancas! 



Por uma educação sem meritocracia


Não sou professora da rede pública, mas quero deixar registrada minha indignação e revolta. Estou triste demais com a situação da educação na minha cidade. 
Achei um texto na internet muito oportuno, bem argumentado e fundamentado. Por isso, resolvi compartilhar para que chegue ao conhecimento do maior número possível de pessoas. Muita gente desconhece a realidade e não compreende o motivo da revolta dos professores. Então, lá vai...



A greve dos professores do Rio de Janeiro foi iniciada no dia 8 de agosto, foi suspensa no dia 10 de setembro e recomeçou no dia 20 do mesmo mês. O fim da meritocracia é uma das principais pautas da greve. Mas o prefeito Eduardo Paes e a secretária de educação Claudia Costin afirmaram, ainda no início do movimento, que o fim da meritocracia não estava em discussão, pois seria a base da política educacional dessa gestão.
Para quem não conhece bem essa política, ela é considerada equivocada por muitos educadores e traz conseqüências que podem precarizar ainda mais o ensino público e a profissão docente. A base da política é a premiação das escolas que atingem a meta estabelecida pela prefeitura. O desempenho é medido através da realização de uma avaliação bimestral unificada em todas as escolas da rede das disciplinas Português, Matemática e Ciências. Ao todo, a rede é formada por 961 escolas e segundo os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação (IDE-Rio) de 2012, 596 escolas melhoraram seu desempenho em comparação com o ano anterior. Entretanto, apenas 430 escolas atingiram a meta estabelecida pela SME/RJ (http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?id=4180288 
As escolas que atingem a meta são premiadas, funcionários e professores recebem um bônus, o 14º salário, que faz uma bela diferença no bolso de profissionais que são mal remunerados e tem seu trabalho desvalorizado. As avaliações têm base nos descritores e no material pedagógico (cadernos pedagógicos) produzido bimestralmente pela SME/RJ e encaminhado às escolas. Para atingir uma boa pontuação nas avaliações unificadas, é necessário que os professores sigam essas orientações, mesmo que elas não façam sentido no contexto em que ensinam. O material pedagógico é considerado inapropriado por muitos professores da rede, por conta da sua baixa qualidade. Afirmam que a avaliação unificada, atrelada ao uso do material oficial, fere a autonomia pedagógica, porque os professores perdem a liberdade para planejar a sua própria aula, de utilizar matérias didáticos e referências diversas, de acordo com as necessidades apresentadas por cada turma. O trabalho pedagógico se distancia cada vez mais da reflexão e aproxima-se da técnica, já que os professores se tornam aplicadores de um material didático pré-concebido e distante da realidade das escolas.
O objetivo é tornar os alunos marcadores de questões de múltipla escolha, treinados para se sair bem nas provas da rede e a responder comandos simples. O material e a avaliação unificados pressupõem que todas as pessoas são capazes de aprender da mesma maneira e dentro do mesmo tempo. Esse princípio aniquila de vez com a percepção da diferença na escola. As escolas que não atingem os índices são responsabilizadas e pressionadas. Os professores que se recusam a participar desse processo são individualmente responsabilizados, isolados e perseguidos.
O que está em jogo é a aprendizagem, atingir a meta torna-se mais importante que a aprendizagem dos alunos. Algumas denúncias de fraude nos índices são conhecidas abertamente por professores e funcionários e acobertadas pela Secretaria, pois a manipulação dos resultados ajuda a melhorar a imagem da cidade do Rio de Janeiro no ranking da educação nacional. Nas escolas, essa política divide os professores, gera conflitos entre professores e direção, engana pais e alunos. Na verdade, essa política tem como objetivo aproximar a gestão educacional da lógica do mercado, em consonância com a etapa atual do capitalismo, em que a redução dos gastos públicos aparece associada ao aumento do controle indireto sobre as ações dos indivíduos. A educação pública se torna um setor lucrativo. Institutos e fundações privadas participam desse processo, investindo em escolas, que passam a competir entre si, em busca desses investimentos. Enquanto isso, os professores são cada vez mais precarizados, sofrem perdas salariais e as condições de trabalho pioram a cada ano. E os alunos das classes populares aprendem cada vez menos na escola, sua formação é voltada para que atuem como mão de obra barata no mercado de trabalho. Assim, a educação torna-se cada vez mais ajustada aos interesses do capital.
A democracia, que de fato nunca esteve presente nas práticas escolares, se distancia ainda mais desse espaço. As decisões pedagógicas tornam-se cada vez mais verticais e burocratizadas, sem a participação de professores, funcionários, alunos e comunidade. Pensar a diferença na escola é, na verdade, uma novidade teórica. Na última década, caminhávamos, mesmo que com passos curtos, para que multiplicidade e a participação estivessem presentes nos currículos e na cultura escolar. Mas a busca por metas e índices padroniza o currículo, silencia culturas e apaga a diferença. A escola seria um ambiente muito mais potente se valorizasse a participação e se percebesse como local de produção de conhecimento e saberes, amplificando a diversidade cultural e possibilitando o encontro das diferenças, para produzir novas referências comuns. A escola que não estimula o pensamento crítico e a participação não é uma escola democrática, portanto produz indivíduos condicionados e suscetíveis à servidão complacente. Diante dessa política autoritária, a comunidade escolar e toda sociedade devem estar unidas em luta por uma educação e uma sociedade democráticas.
Educação de qualidade
Os professores lutam pela “educação de qualidade”. A SME afirma que com essa política é possível “dar um salto de qualidade na educação carioca”. Ficam aqui esses questionamentos: O que é educação de qualidade? Educação de qualidade para quem?  Educação de qualidade para quê? Qual qualidade queremos para a sociedade que desejamos construir?
Para quem quiser acompanhar de perto esse material pedagógico, ele é público e divulgado bimestralmente no site da

Taxa de suicídio entre jovens cresce 30% em 25 anos no Brasil



A taxa de suicídio entre jovens cresce 30% em 25 anos no Brasil. 


Você sabia que hoje (10 de setembro) é o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio? 


Será que a escola de alguma maneira contribui para tais índices?


Prestar atenção às emoções, compreender os sentimentos e regular os estados emocionais de crianças e jovens é fundamental.

Como pais e educadores precisamos atentar para a inteligência emocional e não somente para o desenvolvimento cognitivo.




Nossa equipe está há 3 anos pesquisando o assunto e já existe um curso online para docentes - maiores informações e inscrições - Acesse aqui! 

A fim de auxiliarmos em sua reflexão a respeito sugerimos as seguintes matérias:


O ponto fraco do ensino forte - acesse aqui!


Matéria da Folha de SP sobre as taxas de suicídio - acesse aqui! 

Organização CVV que estimula pessoas a refletirem sobre suas emoções e motivações - acesse aqui!

Um dia invisível? - acesse aqui! 



"Nossa vida emocional tem sido negligenciada por nossa cultura. Nossa educação, baseada em princípios cartesianos, coloca ênfase nos processos intelectuais e cognitivos. No entanto, a facilidade e bem estar, tão almejadas por todos, depende muito mais de nossos processos emocionais que dos intelectuais."




Reflexão sobre 7 de setembro nas escolas



Sempre me incomodou a hipocrisia dos desfiles cívicos. A obrigatoriedade que leva crianças e jovens marchando enfileirados, fantasiados de patriotas.

O que é independência? 
O que é ser independente? 
Nós somos independentes? 
O nosso país é independente? Tais reflexões não ganham espaço nas salas de aula...

A cidadania e a civilidade, os direitos e deveres transformam-se em conceitos didáticos, decorados para notas em provas enquanto jovens sofrem bullying, agridem, desrespeitam, debocham, descuidam-se...

A valorização patriota dos desfiles (que oferecem notas nas médias dos nossos alunos) se defrontam com estes enaltecendo culturas estrangeiras de forma exacerbada e desconhecendo a nossa própria riqueza cultural.

Os mesmos que cantam o hino nacional não são capazes de interpretá-lo e ainda engrandecem tudo que a mídia apela.

E as escolas proliferam a geração enlatada, massificada, fragmentada, alienada...

Por favor, atentemos para o que realmente importa!

Lutemos por menos marcha soldado e mais análise crítica.

Seguimos todos marchando pelo que mesmo? Para quê?

E depois faremos como para melhorar o nosso país?

Qual é o nosso papel enquanto profissionais de educação?

Qual é o papel da escola?

Me envergonho com as regras inúteis que não ousamos romper. Programas a cumprir, metas, números, cópias, repetições...

Me entristeço com os valores perdidos no tempo... Com o egoísmo preponderante.

Me revolto com as injustiças sociais que as escolas preferem esconder padronizando e engessando.


É 7 de setembro! Nos tornamos independentes ou morremos intelectualmente?

Paty Fonte

Evento Imperdível !


Garanta sua vaga! 
Espero vocês lá! ; )


Reciclando Giz de Cera


Pedaços quebrados de giz de cera...
Você já se perguntou o que fazer com eles? 

Vamos reciclá-los!
- retire todo o papel do giz de cera,
- separe por cores,
- coloque-os em formas de silicone ou de metal untada, (ouse no desenho das formas para ficar mais divertido!)
- pré-aqueça o forno com temperatura de 200º
- coloque o giz no forno e deixe até derreter por completo, pode demorar de 10' a 20', depende do tamanho dos pedaços de giz de cera.
- deixe esfriar por completo.

Pronto, a brincadeira da pintura pode recomeçar!


Fonte: Fan Page Atividades Pedagógicas para Educação Infantil

Os desafios diários de educar



Jornal A Tribuna de Santos publicou entrevista comigo em 22/07/2013. 



Conversamos sobre Pedagogia de Projetos e atividades capazes de tornar os estudantes protagonistas de soluções criativas e práticas bem-sucedidas na escola.

Workshop Gratuito no RJ


Atenção profissionais de educação! 

Workshop Gratuito sobre Pedagogia de Projetos ministrado por mim com inscrições abertas. Garanta sua vaga! 
No mesmo dia palestra com Fábio Fernandes.
Imperdível este evento organizado pela Editora Irium ‪#‎Recomendo‬



Educação Infantil é lei!



Minha opinião sobre a lei da obrigatoriedade de matricular as crianças aos 4 anos na escola foi publicada no jornal O Dia. 



Vale conferir! 





Manifestação! Revolução! Momento histórico.



Durante a semana acompanhei atenta as manifestações. Não publiquei nada no blog, mas expressei na fan page do Facebook, já que a grande maioria atualmente acessa por lá. Todavia, quero deixar aqui também o registro, tendo em vista que vivemos um momento histórico e como profissionais de educação não podemos nos calar e fingir que nada está acontecendo. 

Ainda que minha revolução interna esteja explodindo, enquanto educadora comprometida com meu papel não posso me calar nem paralisar. Há uma luta maior me esperando lá fora... Tenho o poder de formar opinião, de levar à reflexão e à cidadania.

Que todos nós professores tenhamos sabedoria para somar em uma luta pacífica e justa em prol da melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Lembrando o grande mestre Paulo Freire:

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes." 

"Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanha pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina."

Será que realmente o povo brasileiro acordou? Quantos professores durante a semana descumpriram seus programas, pararam com as atividades mecânicas e engessadas para debater e refletir juntamente com seus alunos a respeito da movimentação? Há de se lutar pela mudança! Acordemos todos! E façamos a nossa parte dentro das escolas. Isso é urgente!


Muitos pedem escolas padrão "Fifa" e sugerem trocar o nosso futebol pela educação do Japão.

E para isso precisamos ser também grandes "craques" na sala de aula. Há de se lutar pela mudança por melhores condições e apoio do governo, mas façamos, também, a nossa parte. E muitos fazem! Por isso acredito que todos são capazes. Estamos juntos na mesma luta! 

Independente da faixa-etária devemos debater os temas em pauta, adaptando a cada grupo e partindo do princípio de não apenas jogar a responsabilidade adiante, mas agindo coerentemente. 

Que tal na sala de aula debater os assuntos abaixo?

Além disso é preciso saber exatamente sobre o que manifestamos. Qual é a luta afinal?

     O que queremos:

* FIM DO VOTO SECRETO NO CONGRESSO NACIONAL! A corrupção começa aqui, pois muitos políticos roubam e são absolvidos pelos seus pares justamente porque o voto é secreto. Com o voto secreto não tem como a sociedade saber quem votou em “sim” ou “não” na hora de condenar alguém. Além disso, fica fácil descumprir o proposto durante as eleições, de ser corrompido e corromper!

* NÃO QUEREMOS A PEC37! Ela tira o poder investigativo do Ministério Publico, sendo na prática a mesma coisa que roubalheira sem punição, sinônimo de IMPUNIDADE PERPÉTUA!

* TRANSFORMAÇÃO DE CORRUPÇÃO EM CRIME HEDIONDO

* EXPLICAÇÃO SOBRE OS GASTOS EXORBITANTES COM A COPA DO MUNDO, em detrimento de problemas sociais gritantes e antigos

* SAÍDA IMEDIATA DE RENAN CALHEIROS da Presidência do Senado

* SAÍDA IMEDIATA DE MARCOS FELICIANO da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

* SAÍDA IMEDIATA DE JOÃO PAULO CUNHA E JOSÉ GENOINO DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA CÂMARA

* INVESTIMENTO NA INFRAESTRUTURA e no equipamento dos hospitais e postos de saúde relacionados ao SUS

* INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO em todos os níveis

* PRISÃO IMEDIATA DOS MENSALEIROS e estipular um valor bem alto para eles pagarem à Justiça, devolvendo o que roubaram.

Agora, basta aproveitar toda a energia da juventude e a exposição nas mídias para planejar e desenvolver aulas em prol da formação de uma cidadania participativa e atuante. Afinal, este é o verdadeiro papel da educação.



Livros infantis para download gratuito



Fundação Educar Depaschoal disponibilizou vários livros infantis para download gratuito. 
O melhor é que todos abordam temas relacionados a diversidade e valores.
Ainda há espaço com sugestões de atividades (Banco de Ideias).
Vale a pena conferir!
#FicaDica




Ensino -aprendizagem no século XXI





Em relação a competências e habilidades para o século XXI pode-se afirmar que:

a) não dá mais para centrar a aula em conteúdos, mas sim em adquirir habilidades que por sua vez levam o aluno a algumas competências;

b) as competências precisam ser desenvolvidas para a resolução de problemas que vão surgindo no decorrer da vida;

c) não basta saber, mas também saber fazer. Falta muito ligar os saberes com a prática do dia a dia;

d) o uso das tecnologias contribui para a autonomia e criatividade na aquisição dessas competências necessárias na resolução de problemas;

e) o professor do século XXI precisa ter competência para flexibilizar o currículo de acordo com o interesse e necessidade dos educandos, saber utilizar as tecnologias para produção de conhecimento tanto seu quanto dos alunos, tornar-se também um aprendiz, propor trabalhos colaborativos.

O aluno do século XXI precisa adquirir competências para resolução de problemas, para aprender a aprender, trabalhar de forma cooperativa, exercitar a autoria, tornar-se empreendedor. Os educadores e gestores parecem já estar conscientes da necessidade de mudanças na educação, porém existe ainda uma distância entre o que se diz e se faz na escola, na maioria dos casos.

O que nossos alunos precisam aprender para conseguirem ser felizes em sua vida profissional e pessoal? Vamos elencar algumas habilidades que pensamos ser da maior importância:

a) Habilidades para pesquisar (procurar, selecionar, guardar, compreender, depurar,elaborar);

b) Autores de sua Aprendizagem (Argumentar, fundamentar, questionar com
propriedade, propor e contrapor);

c) Usar Tecnologias Digitais (interagir através de e-mail, procurar e selecionar na Internet, editar, desenhar, hospedar, publicar, simular, experimentar);

d) Colaboração em prol da aprendizagem (propor, sugerir, criticar, questionar).

É possível desenvolver essas habilidades em uma prática tradicional, centrada no professor e nos conteúdos específicos elencados por ele?

www.projetospedagogicosdinamicos.com 
www.cursosppd.com.br

Palestra gratuita em São Paulo



Olá amigos e leitores,
Estarei em São Paulo dia 18 de maio - das 8:00h. às 12:00h. - palestrando sobre Pedagogia de Projetos.
Evento gratuito organizado pelo sistema Irium de ensino. 
É necessário se inscrever para participar do evento. Vagas limitadas!
Solicite sua participação através do e-mail: pedagogico@irium.com.br


O evento foi bastante proveitoso. Obrigada a Editora Irium pela oportunidade!





Guia de Estimulação para Crianças com Síndrome de Down


Boas práticas precisam ser compartilhadas.

Achei fantástico o guia desenvolvido pelo Movimento Down.  Acesse e faça download! 

"Para que a criança possa atingir uma determinada fase do desenvolvimento, ela precisa ser estimulada. A estimulação procura oferecer condições para que ela possa desenvolver suas capacidades desde o nascimento. Isto se aplica a todas as crianças, com ou sem síndrome de Down."

Fonte: http://www.movimentodown.org.br/

Site estimula pais e professores a educarem com base em projetos





Meu trabalho com a pedagogia de projetos foi divulgado na Empresa Brasil de Comunicação, gestora dos canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Radioagência Nacional e do sistema público de Rádio – composto por oito emissoras. Vale a pena ouvir!

Dia do Livro


Podemos afirmar que abril é o mês do livro, pois comemoramos em homenagem à Monteiro Lobato o dia nacional da literatura infantil em 18/04 e, em 23/04 o dia internacional do livro e dos direitos autorais - data instituída em 1995,  pela Unesco  homenageando falecimento de Cervantes e Shakespeare, dois destaques da literatura universal.

Nenhum projeto deve se esgotar nas datas comemorativas, principalmente sendo este relacionado à leitura. Há uma urgência de resgatar o hábito e o prazer de ler nas escolas, sobrepondo às leituras obrigatórias e sem significado, enfatizar o gosto de ler unido a sede de pesquisar e aprender.

Sendo assim, caso ainda não tenha iniciado nenhum projeto de leitura ou literatura em sua escola, aproveite o mês de abril para tal e descubra como o trabalho com projetos pode auxiliar em todo processo de desenvolvimento de seus alunos.

O professor deve ter em mente que é preciso conquistar o prazer da leitura, e que isso é fruto de um processo que deve ser extremamente enriquecedor.

A leitura é prazer! Prazer que deve ser renovado a cada dia. E depois, a escuta! O prazer de ler, de partilhar descobertas, de comungar...


“Educar com as crianças e pelas crianças, e não educar sobre elas” (Decroly)

Algumas sugestões de projetos simples de leitura:

·    1- Ciranda de Livros – Consiste na troca de livros entre os alunos.

Através de uma ciranda de livros feita com os alunos pode ser montada uma espécie de biblioteca, cantinho ou sala de leitura. 
Pedindo ajuda aos responsáveis e membros da comunidade escolar organize um pequeno acervo para que todos possam ler. A proposta é trocar semanalmente de livro. Assim, os alunos levam para casa e podem contar com a ajuda, incentivo e participação dos familiares.

É fundamental que ao término de cada leitura haja um espaço para que todos relatem ao grupo suas opiniões relacionadas ao livro.

·    2- Teia de histórias – com base nas preferências do grupo.

Pesquise as histórias e gêneros textuais preferidos de cada aluno e proponha que apresentem para classe usando uma maneira original: dramatização, música, dança, vídeo, fotografias, dinâmicas, brincadeiras, etc.

O importante é que “vendam” a ideia de sua história ou texto favorito no intuito de seduzir os demais alunos para que conheçam. Cada um será desafiado a demonstrar que a sua escolha é a melhor.

O ideal é que o(a) professor(a) também participe da teia de histórias.

·     3- Pequenos escritores

Propor que os próprios alunos escrevam seus livros ou transformar pequenas produções de cada um criando um só livro para turma.
Organizar festa de lançamento (vernissage) com a presença dos responsáveis e demais membros da comunidade escolar, com direito a momento de autógrafos, estimulando e valorizando o trabalho dos alunos.
Antes de lançar a proposta é interessante conhecer melhor alguns escritores e suas biografias, se possível levar um escritor até a escola para ser entrevistado.

·     4- A festa do livro

Existem músicas que valorizam a leitura, os livros, a literatura?
Desafie a turma a levar músicas variadas para sala de aula e organize momentos de integração cantando, dançando, explorando as canções de formas diversas, interpretando as letras, criando coreografias e apresentações às demais classes.
Transforme a leitura numa grande festa! 

Conheça outros projetos de leitura realizados com sucesso:


Boa leitura e excelente prática em sala de aula! 


OBS: Gostou do artigo e das sugestões pode compartilhar, mas não esqueça de citar os devidos créditos.

Visite também o site: www.projetospedagogicosdinamicos.com