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TIPOS DE ALUNOS E SUAS MOTIVAÇÕES

Atendendo a pedidos segue artigo:
Segundo Adar (1975), existem quatro tipos ou necessidades principais que dirigem o aluno em sua aprendizagem:
  • Satisfazer sua própria curiosidade.

  • Cumprir as obrigações.

  • Relacionar-se com os demais.

  • Obter êxito.

Cada uma dessas necessidades é predominante em diferentes tipos de alunos. O autor faz um estudo motivacional tipológico e classifica os alunos em quatro categorias:


1. Curioso;
2. Consciencioso;
3. Sociável;
4. Que busca êxito.

Os diferentes tipos de aluno classificados por Adar (1975), apresentam características específicas:

Os alunos curiosos:

  • Mostram interesse por aprender novos fenômenos mesmo que não apareçam nos livros de texto.

  • Têm inclinação para examinar, explorar e manipular a informação.

  • Obtém satisfação como conseqüência dessa exploração.

  • Buscam a complexidade nas atividades escolares.

Os alunos conscienciosos se caracterizam por:

  • Desejo de fazer o que está bem e evitar o que está mal.

  • Incapacidade para saber quando cumpriram perfeitamente com suas obrigações.

  • Necessidade de suporte externo.

  • Desenvolvimento de sentimentos de culpa diante de qualquer incapacidade.

  • Falta de confiança em si mesmo ou intolerância diante dos erros cometidos.

Os alunos sociáveis são reconhecidos por:

  • Necessidade de conseguir e manter boas relações de amizade com seus colegas.

  • Boa disposição para ajudar seus colegas em todas as atividades escolares.

  • Nenhum temor ao falhar em situações escolares orientadas para o êxito acadêmico.

  • Concessão de maior importância às relações de amizade que às atividades e fatores escolares.

Os alunos que buscam êxito têm:

  • Preferência por situações competitivas.

  • Necessidade de obter êxito nessas situações.

  • Necessidade de conseguir estima e prestígio do professor e do resto dos colegas, como conseqüência do êxito.

Baças e Martín-Díaz (1992) estudaram as estratégias de aprendizagem que cada um dos quatro tipos de alunos preferia na aprendizagem das ciências experimentais, chegando as seguintes conclusões:

O aluno curioso prefere nesta ordem as seguintes estratégias: aprendizagem por descobrimento, usa de livros de referência para a obtenção da informação, trabalho prático versus explicações teóricas e oportunidade para conseguir sua própria iniciativa. Esse aluno demonstra resistência ao trabalho prático com construções claras e precisas, e ao ensino formal por transmissão verbal.

O aluno consciencioso prefere: avaliação pelo professor, trabalho experimental com instruções claras e precisas e trabalho em pequenos grupos. Mostra resistência exclusivamente ao uso de livros de referência.

O aluno sociável procura oportunidade para seguir sua própria iniciativa, mostra resistência a ser avaliado, trabalha melhor em pequenos grupos, sua aprendizagem é por descobrimento e trabalho prático versus explicações teóricas. Recusa o trabalho individual e o ensino formal.

O aluno que busca êxito prefere a aprendizagem por descobrimento e as estratégias que lhe permitam seguir sua própria iniciativa. Mostra resistência ao ensino formal por transmissão verbal.

Acreditamos não haver receitas prontas, mágicas que melhorem a motivação de nossos alunos. O importante é parar para pensar neste tema, refletir sobre nossa pratica educativa e procurar melhorar sempre, pois nosso aluno de hoje, será o nosso colega amanhã e nós teremos participação nisso, com certeza.

Pequenas diferenças no nosso desempenho trazem grandes diferenças nos nossos resultados.
Aprendemos 10% do que lemos, 15% do que ouvimos, mas 80% do que vivemos. Pensemos nisso...

Buscando alcançar êxito em sua tarefa de ensinar, o professor, partindo de um programa de disciplina, define os objetivos, seleciona certos conteúdos e alguns métodos a serem utilizados.

“Em cada momento deveremos utilizar a metodologia que nos pareça mais direta, mais eficaz ou mais enriquecedora e, sobretudo, mais motivadora”, sustentam Tapia & Fita (1999, p. 111). Porém, o que ele não pode esquecer é que os alunos não são todos iguais; são pessoas singulares, que reagirão distintamente aos objetivos estabelecidos, aos conteúdos e, principalmente, à maneira como o professor se relaciona com a turma.

Segundo Bordenave e Pereira (1982, p. 60), “as reações diferentes os levarão a aprender de forma diferente (ou a não aprender)”.

Faz-se então necessário que o professor esteja atento às características de seus alunos, de maneira que possa melhor planejar suas aulas, a fim de atingir o maior número possível de alunos e alcançar sucesso em seus objetivos. Não é aceitável um planejamento sem conhecimento do público alvo. Por esta razão é que muitas escolas estão deixando os planejamentos de curso para depois do início das aulas, para que o professor tenha tempo de conhecer seus alunos e planejar atividades relacionadas com a realidade das turmas, buscando atingir os interesses dos alunos, ou pelo menos se afinar com eles.

É importante buscar jeitos, formas, caminhos de como trabalhar conteúdos estimulando a motivação dos alunos, melhorando sua aprendizagem e tornando a escola um lugar mais feliz.

Tudo que é feito com prazer – este prazer que vem da motivação, quando temos motivos para agir – dá mais sentido à vida.

A motivação é extremamente relevante para o sucesso do processo de aprendizagem escolar, pois estar motivado é ter prazer em fazer algo e o prazer é o estímulo da vida.



Sei que é difícil mudar, mas, é possível.

REFERÊNCIAS:

  • ASSIS, Orly Z. M. de. Uma nova metodologia de educação pré-escolar. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1987.
  • FRIEDMANN, Adriana. Brincar: Crescer e Aprender – o resgate do jogo infantil. São Paulo: Moderna, 1996.
  • HOCKENBURY, Don H.; HOCKENBURY, Sandra E. Descobrindo a psicologia. 2.ed. São Paulo: Manole, 2001.
  • NOVA ESCOLA. Como lidar com alunos desmotivados. Abril, 2003.
  • SISTO, Fermino F.; OLIVEIRA, Gislene de C.; FINI, Lucila D. T. Leituras de Psicologia para formação de professores. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.
  • TAPIA, Jesús Alonso; FITA, Enrique Caturla. A motivação em sala de aula: o que é, como se faz. 4.ed. São Paulo: Loyola, 2001.


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já tem a forma do nosso corpo.Esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.È o tempo da travessia:Se não ousarmos fazê-la teremos ficado pra sempre,à margem de nós mesmos."

(Fernando Pessoa)

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