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Sugestão de Atividade - Produção Textual

A sugestão a seguir encontrei numa antiga revista. Fiz algumas adaptações e já utilizei, com êxito. As crianças amaram e atingi os objetivos.

Ligado na História

Baseada na brincadeira das cadeiras, a sugestão foi adaptada para se transformar numa recreação bastante pedagógica. No lugar da música que pára de tocar, entra um história com palavras-chave. Em vez de tirar uma cadeira a cada rodada para ver quem é o melhor, as cadeiras continuam e cada criança mostra sua criatividade ao contar sua parte da história.

O objetivo inicial desta sugestão de atividade é interação grupal. Ao contar a história a criança se desinibe diante do grupo ao mesmo tempo que assimila os conteúdos e estimula a criatividade. Tal atividade contribuirá ainda para o estudo de novos assuntos e a produção de textos. Coordenação motora ampla, orientação espacial e rapidez de raciocínio também são desenvolvidos.

Desenvolvimento:

  • As crianças devem estar sentadas em círculo cada uma em sua cadeira. A professora – dinamizadora em pé, no meio da roda, explica as regras: “vou contar a história sobre uma viagem de ônibus. Mas, atenção! Quando eu disser a palavra ônibus, todos devem se levantar rodar em volta da cadeira e voltar a sentar. Quando eu disser a palavra viagem todos devem mudar de cadeira.”

  • A professora – dinamizadora deve sentar-se numa das cadeiras, para que um aluno fique sobrando e tenha que continuar a história.

  • É importante ressaltar aos alunos que não vale puxar a cadeira, nem empurrar o colega.

  • Uma adaptação possível é: cada aluno põe um chapéu colorido. A história, agora, é sobre uma feira. Ao ouvir a cor de uma fruta, quem está com o chapéu desta cor roda em volta da cadeira. Quando ouvirem a palavra cor trocam de cadeira.

  • Já utilizei, também, como dança da vassoura. Ao parar a música, quem estiver com a vassoura deve continuar a história, podendo até dramatizá-la, usando a vassoura para enriquecer a dramatização. Geralmente, surgem histórias de bruxas voadoras, super-heróis e fadas mágicas.

  • O importante é no final da atividade registrar por escrito. Com crianças em fase de alfabetização a professora pode ser a escriba e, dependendo do nível da classe, sugerir que copiem algumas palavras ou frases. Com crianças já alfabetizadas é legal que cada um reproduza o texto que foi criado oralmente, do seu jeito.

  • Certamente, as produções após a brincadeira serão mais significativas aos alunos.

  • Variando a atividade o professor pode, ainda, propôr que cada um dê o seu final para a história. Acontece, às vezes, de alguns alunos não ficarem satisfeitos com o final escolhido.

  • Não pode ser esquecido o título. Todos podem dar sugestões e, em seguida, o professor faz uma votação para eleger o preferido da classe.

Para a produção textual é importante que haja uma relação afetivo – intelectual entre professor e alunos; é importante que a conversa flua na sala de aula; que se torne um diálogo entre educador e educando; que a barreira existente entre aquele que ensina e aquele que aprende seja rompida e que o professor seja um simples orientador do trabalho, um facilitador, um agilizador da atividade disposto, também, a aprender com os alunos. É quem desafia, incomoda, alerta, sugere e promove o espaço da realização da palavra do aluno.

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